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Cúmplice conta que madrasta jogou soda cáustica antes de enterrar Bernardo
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- Publicado em Segunda, 21 Abril 2014 22:49
- Escrito por Noticias do Sisal
- Categoria: Pelo Brasil e o Mundo
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Bernardo Boldrini, de 11 anos - Foto: Álbum de Família
A assistente social Edelvania Wirganovicz contou em detalhes à policia sua versão para a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. Partes do depoimento que a mulher deu aos policiais em 14 de abril foram publicados pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre.
Parte das perguntas focou um ponto ainda obscuro da investigação: descobrir a causa exata da morte do menino Bernardo. Edelvania revela um detalhe que pode tornar o crime ainda mais macabro: a possibilidade de a madrasta ter despejado soda cáustica e enterrado o menino enquanto ele ainda estava vivo, informa o jornal, citando as investigações da polícia.
Os detalhes estão na transcrição obtida pelo Zero Hora: “Que a depoente e Kelly (apelido da madrasta) colocaram o menino no buraco sendo que Kelly jogou a soda sobre o corpo e a depoente colocou pedras. Que a depoente acha que ele já estava morto. Que a depoente não viu se Kelly olhou se o menino tinha pulsação.”
Edelvania disse também que ajudou a cometer o crime por R$ 20 mil. “Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca. Era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino”, disse a assistente social, de 40 anos. Afirmou que recebeu mil reais e que usou o dinheiro para pagar uma parcela de seu apartamento, comprado por R$ 96 mil.
Graciele Ugulini, madrasta do menino, teria se disposto a quitar o imóvel. A assistente social está presa, assim como o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, e Graciele, de 32 anos, acusados da morte do menino.
Ela relatou ainda que todo o plano para matar e esconder o corpo de Bernardo foi de Graciele. Segundo a assistente social, Boldrini não tinha conhecimento. “Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado”, teria ouvido da madrasta. Segundo Edelvania, Graciele lhe confidenciou que pensava em matar o menino fazia tempo. Teria até mesmo tentado asfixiá-lo. A tentativa foi relatada por uma ex-babá à avó materna de Bernardo, Jussara Uglione, de 73 anos, que tentava na Justiça a guarda do menino.
Jussara, que antes de velar o neto havia enterrado a filha – primeira mulher de Boldrini, cuja morte foi apontada como suicídio e que pode ter a investigação reaberta – lamenta que as autoridades não tenham agido diante das denúncias apresentadas por ela e por seu advogado ao Conselho Tutelar de Três Passos (RS) e à Promotoria da Infância e Juventude.
Fonte: BTH


