18 acidentes de moto movimentaram o Hospital Municipal de Valente no último final de semana
29 Abril 2026

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18 acidentes de moto movimentaram o Hospital Municipal de Valente no último final de semana


Uma triste constatação resultante da imprudência e em muitos casos misturada com o consumo de bebida alcóolica resultaram em um final de semana com 18 acidentes envolvendo motocicletas no município de Valente, em sua maioria, ocorrências de menor gravidade, tendo as vítimas apenas escoriações leves pelo corpo.

Dos casos citados acima, dois tiveram consequências mais sérias. O primeiro deles aconteceu por volta das 18h40 do domingo, 11/08, próximo ao campo do Garra, na estrada vicinal que liga a sede do município de Valente ao povoado do Mato Grosso.

Segundo informações de populares que estiveram no local, o Sr. Joilson de Oliveira Lima, 40 anos, morador do povoado de Barriguda, transitava com sua moto Titan de dados ignorados no sentido Mato Grosso/Valente, quando perdeu o controle do veículo em uma vala vindo a cair.

Neste momento, passavam pelo local um senhor de pré-nome Robério que dirigia um veículo Gol e parou para socorrê-lo. O mesmo fez Fábio Lopes, 32 anos, conhecido como “Sassá”, morador da Rua da Conceição, centro de Valente e que trazia na garupa da sua moto a jovem Romilda dos Santos Costa. Ela relatou a nossa equipe que antes deles descerem da moto para ajudar Joilson foram atingidos por outra moto pilotada por João Evangelista, 48 anos, conhecido como “Vanginho” que vinha em velocidade pela via e não conseguiu evitar a colisão. Com o impacto, o casal foi arremessado a alguns metros do veículo e “Vanginho” com sua moto ainda bateu no fundo do Gol de Robério.

As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Municipal José Mota Araújo, onde após serem avaliadas pela equipe plantonista ficou constatado que Joilson teve escoriações nos braços e uma leve fratura na mão esquerda, Romilda teve escoriações leves e um corte na cabeça, mas sem gravidade. Já Fábio, teve escoriações pelo corpo e uma fratura exposta na perna direita e “Vanginho” teve uma fratura no braço direito e uma perfuração na altura do quadril também no mesmo lado. Diante dos quadros apresentados pelas vítimas, o médico plantonista encaminhou Fábio e ”Vanginho” para o HGE em Salvador e os outros dois pacientes foram medicados e em seguida liberados, sendo que Joilson seria posteriormente avaliado por um ortopedista.

Na manhã desta segunda-feira, 12/08, recebemos a informação que “Vanginho” após ter sido examinado no HGE foi verificado que a perfuração no quadril não havia afetado nenhum órgão interno e foi feito uma sutura no local e o seu braço imobilizado por conta da fratura. Em seguida o mesmo recebeu alta e estaria retornando à Valente pela tarde. Fábio ficou internado no HGE aguardando para fazer uma cirurgia na perna por conta da fratura exposta.

O segundo acidente teve como vítima o Sr. Manelito Silva, 37 anos, conhecido como “Pepe da Vaginha”, morador do bairro Cidade Nova, que seguia da sede do município de Valente com sentido ao povoado de Recreio quando perdeu o controle de sua moto de dados ignorados e foi encontrado caído no meio da estrada por populares que passavam pelo local e o socorreram até o Hospital Municipal José Mota Araújo. Ele teve escoriações pelo corpo e uma lesão na boca, inclusive com a perda de alguns dentes. O mesmo foi medicado e permaneceu internado na unidade em observação.



Fatos lamentáveis voltam a acontecer no Hospital Municipal

No momento da transferência do paciente Fábio Lopes, por volta das 20h00, tudo ocorreu dentro da normalidade, ou seja, a ambulância de prontidão, motorista e técnico de enfermagem a postos para a viagem. Os problemas começaram no momento da transferência do Sr. João Evangelista, já por volta das 21h00, que por conta da extensão da perfuração na altura da bacia e do sangramento precisava passar por exames mais detalhados no HGE.

O que revoltou os familiares e amigos do Sr. João foi a demora na transferência que segundo eles, poderia colocar em risco a vida do paciente. A princípio, o atraso para o deslocamento foi atribuído a falta do documento de identidade do paciente, porém quando o documento chegou na unidade não havia um técnico de enfermagem disponível para acompanhá-lo, já que o plantonista havia viajado na primeira transferência de paciente.

Segundo informações de funcionários do hospital, foram feitas ligações para alguns técnicos que estavam de folga e só depois de um bom tempo e que se conseguiu encontrar um que estivesse disponível para viajar. Mesmo assim foi necessário ir buscá-lo com o paciente na ambulância para de lá seguir viagem. Assim que o técnico entrou na ambulância percebeu que era necessário trocar o soro do paciente que já havia terminado e pasmem: Haviam se esquecido de colocar soro reserva na ambulância! O que revoltou ainda mais os familiares que estavam acompanhando a ambulância em um carro particular e para evitar que a ambulância precisasse retornar ao Hospital para pegar o soro, o irmão do paciente mandou que a ambulância fosse seguindo viagem que ele iria pegar no hospital e alcançaria a ambulância para entregar o soro e assim foi feito.

Por conta dos familiares e amigos de “Vanginho” estarem com os ânimos exaltados durante este episódio lamentável, a Polícia Militar chegou a ser chamada para tentar acalmar a situação, o que irritou ainda mais os presentes.

Logo em seguida, por volta das 21h20, o HMJMA recebeu uma ligação solicitando uma ambulância para socorrer outra vítima de acidente, o Sr. Manelito e apesar de haver uma ambulância no pátio, a informação dada pelo hospital é que não havia motorista para ir buscá-lo e o mesmo, com várias escoriações pelo corpo, precisou ser trazido para a unidade por um carro particular, o que deixou as pessoas que estavam presentes no local indignadas.

Os fatos acima citados demonstram que o Hospital Municipal pode ser comparado como um barco à deriva, totalmente sem comando, onde uma sucessão de absurdos se repetem e alguma mudança urgente precisa ser feita para sanar o caos. Afirmo que o que foi relatado nesta matéria foi presenciado por este repórter e  como cidadão também fiquei indignado com tudo o que vi. Ressalto que a culpa dos acontecimentos não devem ser atribuída aos comandados e sim aos responsáveis pela unidade.





Reportagem: André Franco/Notícias do Sisal

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