Prefeitos acusados de desviar R$ 70 milhões se entregam à Justiça
30 Agosto 2026

Banner Gov Central

Prefeitos acusados de desviar R$ 70 milhões se entregam à Justiça

Restam quatro prisões para a Polícia Federal cumprir os 29 mandados da Operação 13 de Maio, envolvendo prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e empresários no interior da Bahia, acusados de participar de esquema que desviou mais de R$ 70 milhões em verbas públicas que seriam destinadas à educação. Na manhã desta quarta-feira (14), os prefeitos de Fátima e Sítio do Quinto, ambas localizadas no Nordeste baiano, se entregaram à PF para prestar esclarecimentos.

Após as prisões dos prefeitos José Idelfonso Borges dos Santos (PDT/Fátima) e Cleigivaldo Santa Rosa (PDT/Sítio do Quinto), e outros quatro suspeitos, a PF tenta localizar outras cinco pessoas, que já são consideradas foragidas da Justiça Federal. Ao todo, os mandados atingem dois prefeitos, quatro ex-prefeitos, seis secretários ou ex-secretários, quatro vereadores e outros servidores públicos.
A ação demandou400 policiais federais, além de 45 servidores da Controladoria Geral da União (CGU) e 45 da Receita Federal. Além de Fátima e Sítio do Quinto, foram constatadas irregularidades nos municípios de Heliópolis, Ipecaetá, Aramari, Banzaê, Ribeira do Pombal, Água Fria, Novo Triunfo, Itiruçu, Ourolândia, Santa Brígida, Paripiranga, Itanagra, Quijingue, Sátiro Dias, Coração de Maria, Cícero Dantas, Lamarão e São Francisco do Conde.

Quadrilha – As apurações conduzidas até o momento apontam a existência de uma organização criminosa, em atividade há mais de uma década, composta por funcionários públicos e empresários. De acordo com a PF, eles atuavam com a finalidade de desviar recursos públicos oriundos da conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de outros de origens federais, estaduais e municipais.

O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas contratadas para a realização de serviços de engenharia, de transporte escolar e realização de eventos sociais. Os envolvidos responderão por crimes de responsabilidade, malversação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa, uso de documento falso e crimes da lei de licitações.

Uma das empresas investigadas pela PF é a União Brasil Transportes e Serviços, que aparece também nos documentos da Operação Lava Jato, da mesma PF, por envolvimento em operações suspeitas entre o deputado federal baiano Luiz Argôlo (SDD) e o doleiro Alberto Youssef, que já está preso.



Fonte: BTH

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Galeria de Fotos

Mais Lidas