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Com virada histórica no segundo turno, Lula é reeleito presidente da República
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- Publicado em Segunda, 26 Outubro 2026 09:33
- Escrito por Noticias do Sisal
- Categoria: Manchetes
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Petista reverte vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, vence disputa acirrada e se torna o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular no Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), com um feito histórico ao conquistar um quarto mandato pelo voto popular. A vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmada pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando 97,69% das seções eleitorais já haviam sido totalizadas. Naquele momento, Lula tinha 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% do adversário.
Aos 80 anos, às vésperas de completar 81, Lula se torna o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto direto. O novo mandato representa mais um capítulo de uma trajetória política iniciada há mais de duas décadas, quando chegou pela primeira vez ao Palácio do Planalto, em 2002.
Virada histórica
A reeleição também é marcada pela inversão do resultado do primeiro turno. Na primeira etapa da disputa, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente, com cerca de 47% dos votos válidos, enquanto Lula somou aproximadamente 45%. No segundo turno, o petista conseguiu reverter a diferença e assumir a liderança na reta final da apuração.
A campanha do segundo turno foi marcada por intensa mobilização política, com ações nas ruas e forte presença nas redes sociais. A disputa permaneceu acirrada até a reta final, antes de o sistema eleitoral apontar a vitória matemática de Lula. Com o resultado, Lula permanecerá por mais quatro anos no Palácio do Planalto. Somados os dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, ao atual período iniciado em 2023, o novo governo ampliará a marca de Lula como um dos personagens centrais da política brasileira do século 21.
A confirmação da vitória ocorreu ainda durante a totalização dos votos. Mesmo com parte das seções restantes em processamento, a vantagem acumulada pelo petista já tornava matematicamente impossível a ultrapassagem por Flávio Bolsonaro.
Abstenção cai
A participação dos eleitores aumentou de forma expressiva neste domingo. Cerca de 3 milhões de pessoas que haviam deixado de votar na 1º turno compareceram às urnas nesta rodada, fazendo a abstenção recuar para um dos menores patamares das últimas duas décadas.
Com 99,89% das urnas apuradas, 19,21% do eleitorado não havia comparecido. O índice representa uma queda de 1,87 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando 21,08% dos eleitores se abstiveram. O número de ausentes neste domingo ficou em aproximadamente 30,4 milhões.
Menos votos inválidos
Além da redução da abstenção, o segundo turno registrou uma queda nos votos brancos e nulos. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos, abaixo dos 4,77% registrados na primeira etapa. Os números apontam para uma participação mais concentrada na escolha entre os dois candidatos que chegaram ao segundo turno. Como votos brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos, a redução também ampliou o universo de eleitores que efetivamente escolheram Lula ou Flávio Bolsonaro.
Tensões ao longo do dia
O domingo eleitoral também foi marcado por denúncias relacionadas ao transporte público. O setor de inteligência do Ministério da Justiça identificou problemas na circulação de ônibus em municípios de estados como Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro.
Em Salvador, eleitores relataram demora, ônibus lotados e redução da oferta de coletivos. A situação levou a medidas da Justiça Eleitoral, incluindo uma determinação de prisão em flagrante contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Em São Paulo, também houve relatos de longas esperas e dificuldades para chegar aos locais de votação.
Outras ocorrências envolveram o transporte por barcos. No setor aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou cancelamentos de voos com destino ao Nordeste, mas informou que não havia identificado anormalidade no fluxo aéreo.
Votação é estendida
Diante das dificuldades relatadas em diferentes localidades, houve pedidos para ampliar o horário de votação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a extensão do período, posteriormente acompanhada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques. A votação, que originalmente terminaria às 17h, foi estendida até as 19h. A decisão, porém, ocorreu próxima do horário previsto para o encerramento, quando algumas seções já haviam encerrado os trabalhos, o que limitou a aplicação prática da medida em determinados locais.
Virada na reta final
A maior participação eleitoral ocorreu em meio a uma disputa acirrada entre Lula e Flávio. No primeiro turno, o candidato do PL terminou à frente, com aproximadamente 47% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com cerca de 45%. No segundo turno, o cenário se inverteu. Lula conseguiu ampliar sua votação e terminou a disputa na frente, impulsionado principalmente pelo desempenho em Minas Gerais e no Nordeste.
A diferença também mudou de maneira significativa: depois de terminar o primeiro turno cerca de 2,2 milhões de votos atrás de Flávio, Lula abriu vantagem próxima de 5 milhões na segunda etapa. A virada ganhou ainda mais peso por ocorrer após uma primeira rodada em que o petista havia ficado atrás. Desde a redemocratização, em 1989, não havia registro de um candidato que terminasse o primeiro turno em segundo lugar e conseguisse vencer a eleição presidencial no segundo.
Fonte: Metro 1
Foto: Evertton Pacheco/Campanha de Jerônimo Rodrigues


