Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Lava Jato e prende o ex-deputado baiano Luiz Argôlo


Luiz Argôlo - Foto: Agência Câmara

O ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo (SD) foi preso na manhã desta sexta-feira (10), em Salvador, pela Polícia Federal, na 11ª fase da Operação Lava Jato, intitulada “A Origem”, que investiga desvios de recursos na Petrobras.

Além de Argolo (ex-PP e hoje no Solidariedade) foram presos os ex-deputados André Vargas (ex-PT) e Pedro Correia (PP-PE) este já condenado no julgamento do mensalão do PT). Os outros presos são: Leon Vargas (irmão de André), Ivan Mernon da Silva Torres,  Élia Santos da Hora (secretária de Argôlo) e Ricardo Hoffmann, que é diretor de uma agência de publicidade.

André Vargas foi cassado em dezembro pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram condená-lo por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, também preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

Em outubro, o Conselho de Ética da Câmara aprovou o pedido de cassação de Argôlo, acusado de participar de negócios ilegais com Alberto Youssef.
Cerca de 80 policiais federais cumpriram 32 mandados judiciais: sete de prisão, nove de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão nos estados do Paraná, da Bahia, do Ceará, de Pernambuco, do Rio de Janeiro e de São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a PF, também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina, no Paraná.

De acordo com a PF, a atual fase tem como bases a investigação feita em diversos inquéritos policiais e a baixa de procedimentos que tramitavam no Supremo Tribunal Federal, apurando fatos criminosos atribuídos a três grupos de ex-agentes políticos, que abrangem os crimes de organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

O órgão informou que a investigação abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos em outros órgãos públicos federais.
Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.
 
Fonte: BHT Com informações da Agência Brasil