O Dia Nacional de Luta, que mobiliza diversas categorias trabalhistas no Brasil, começou com a paralisação de ônibus na capital baiana. Nesta quinta-feira (11), cerca de 2,5 mil veículos públicos não saíram das garagens desde às 4h da madrugada. Às 9h, a frota foi às ruas, deixando pontos de ônibus cheios e ônibus lotados. O comércio na Avenida Sete esteve fechado durante toda a manhã.
Em Salvador, uma passeata pacífica, organizada pelas centrais sindicais, marcou a celebração do dia. Manifestantes de categorias como comerciários, bancários, rodoviários, construção civil, metalúrgicos, transporte, alimentação, entre outros, além da população, caminharam do Campo Grande à Praça Municipal.
Profissionais e residentes da área da saúde reivindicaram o reconhecimento como residentes, direito à meia passagem e titulação em concursos de forma diferenciada.
Bahia
As manifestações também aconteceram em diversos municípios baianos. Em Arataca, trabalhadores sem terra fecharam a BR-101, reivindicando a reforma agrária. No município de Marcionílio Souza, integrantes do Movimento dos Acampados e Assentados e Quilombolas da Bahia (Ceta) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) fizeram protesto pararam um trem, na estação que fica a 4km da cidade. De acordo com a representante do Ceta, Nólia Oliveira, “o Incra nacional suspendeu créditos voltados para os assentamentos e pedimos que esses recursos voltem a ser disponibilizados para as construções e reformas de moradias, instalação do crédito semiárido, com a construção de cisternas individuais, e o crédito de apoio para as infraestruturas”. Em Santo Antônio de Jesus, os comerciários apoiaram o movimento, mas não fecharam as portas.
Fonte: Bocão