Em 2013, a gestão do Governo Valente investiu 41% (média anual) do recurso da merenda escolar em produtos da Agricultura Familiar, quando o exigido por Lei é de apenas 30%. Em um município afetado e castigado pela seca prolongada, essa ação ajudou a gerar renda para agricultores que antes não tinham perspectivas.
Agora, o Governo Valente quer dobrar esse percentual de compra utilizando também o recurso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Governo Federal. “Já cadastramos 377 famílias com potencial para produção. Vamos comprar a produção e distribuir para pessoas carentes do município, através das associações”, segundo a Diretora de Seguranças Alimentar e Nutricional e responsável pelo PAA no município, Ildeci Araújo Oliveira.
“Para aumentar essa produção, precisamos de capacitação que estimule a produção e melhore o processo de manuseio dos produtos”, afirma Gilmario Reis, coordenador geral da União das Associações Comunitárias de Valente (UAC). Para isso, a secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer reiniciou nesta terça-feira (14) o processo de capacitação dos agricultores e agricultoras. Reuniu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar de Valente (STRAF) cerca de 70 agricultores e contou com a presença de representantes do mandato da vereadora Leninha, Fundação APAEB, Colégio Estadual Wilson Lins, UNICAFES (União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidaria do Estado da Bahia), Secretaria de Educação, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente.
O objetivo do encontro foi sensibilizar os grupos de produção quanto à higiene no manuseio dos produtos, bem como chamar atenção para a valorização dos produtos. Os orientadores foram os representantes da Vigilância Sanitária de Valente, Nutricionista da Merenda Escolar da Secretaria de Educação e da Fundação APAEB.
A secretaria municipal de Educação quer trabalhar esse ano para aumentar o volume de compra de produtos oriundos da agricultura familiar para 50%. O prefeito comemora esse percentual, mas ainda acha pouco. “Queremos aumentar nosso poder de compra. Queremos que mais produtores possam vender seus produtos e assim aumentar a geração de emprego e renda no município. A expectativa é de investimento, juntando a Educação com o PAA, é de mais de 400 mil reais”, planeja Ferreira.
De acordo Gilmario Reis, a capacitação foi um momento de relembrar práticas que podem melhorar a qualidade no fornecimento dos produtos. Ele destaca que os rótulos e a impressão da data de validade são fatores primordiais para uma boa comercialização.
Segundo a Diretora de Segurança Alimentar e Nutricional e responsável pelo PAA no município, Ildeci Araújo Oliveira, ainda está aberto o processo de inscrição para produtores com DAP. Ao todo, serão investidos somente pelo PAA, mais de 200 mil reais.
Fonte: Ascom PMV