Vitória entrega o jogo no Barradão

O Goiás precisou de apenas dois minutos, aos 27 e aos 29 do 2º tempo, para afundar de vez o Vitória no Z-4, grupo dos clubes que caem para a segunda divisão ao fim da Série A.
Depois de virar o primeiro tempo da partida vencendo por 2 a 0, dentro de casa, no Estádio Manoel Barradas, na Toca do Leão, e está pulando da 18ª para a 15ª posição, o limitado time do técnico Ney Franco acabou entregando o jogo na segunda etapa, deixando a equipe goiana chegar ao empate em 2 a 2 e desperdiçando a enorme oportunidade de deixar as últimas colocações da Série A do Brasileiro.

O início do time Rubro-Negro na partida foi avassalador, parecendo até que iria pintar uma goleada no Estádio do Barradão. A equipe do técnico Ney Franco literalmente não tomou conhecimento do Goiás na primeira parte do duelo, marcando logo no início, aos 2 minutos, através do atacante Edno, que substituiu Dinei, vetado pelo Departamento Médico.

Com a vantagem inicial, os donos da casa mantiveram o ritmo, passaram a tocar mais a bola tranquilamente, não sofreram grandes sustos dos adversários por conta da forte marcação no meio de campo e acabaram tendo diversas oportunidades para ampliar o marcador, que acabou acontecendo já no final do primeiro tempo, outra vez com Edno.

Os pouco mais de 8 mil pagantes que estiveram no Barradão, na noite chuvosa de ontem, tinham a expectativa de que o time voltasse com a mesma pegada e a mesma vontade da etapa inicial. Puro engano.

O time voltou para a etapa derradeira de jogo com uma postura totalmente diferente da vista no primeiro tempo, jogando mais recuado, esperando pelas investidas do Goiás. Bom para os visitantes, que conseguiram equilibrar o duelo.

Além de voltar com outra atitude, o Vitória acabou sofrendo com as modificações feitas pelo técnico Ney Franco, que mais uma vez não deram certo. Como sempre, o treinador colocou o lateral Juan para atuar como meia e puxou o volante Richarlyson para atuar na ala esquerda. Resultado, o time perdeu o poder de marcação e de qualidade na saída de bola da defesa para o ataque, com o deslocamento do capitão para a lateral.
Não satisfeito, Ney tirou Juan para colocar o meia Escudero, visivelmente fora de ritmo de jogo. E o que acontece? O Vitória acaba levando o empate, em apenas dois minutos, em duas falhas de marcação (sem Richarlyson na sua posição de origem) e fica sem ter o poder de reação, já que Escudero não estava nas suas melhores condições.

Com o empate de gosto amargo, já que vencia por 2 a 0 até meados do segundo tempo, o Vitória vai a 28 pontos, e fica na 18ª colocação, dentro do Z-4. O Goiás chega a 34 e permanece em décimo. O Alviverde volta a campo no sábado, quando recebe o Coritiba, às 18h30, no Serra Dourada. O Rubro-Negro joga no domingo contra o Sport, às 18h30, em Recife.

Logo após o término da partida, do vexatório empate em 2 a 2 contra o Goiás, que prejudicou o Vitória nas suas pretensões de fuga da zona de rebaixamento, o técnico Ney Franco tentou explicar o inexplicável, o “apagão” que acometeu a equipe Rubro-Negra na segunda etapa após ter feito um início de jogo muito bom.

“Saímos todos frustrados hoje. Estivemos muito próximos de ganhar os três pontos e deixamos escorregar pelos dedos. Perdemos o meio de campo e isso nos atrapalhou”, analisou o comandante. Para o treinador, o grupo acabou sentindo o desgaste da sequência de partidas nos minutos finais do duelo. Além disso, Ney Franco achou que o fator determinante para o empate esteve ligado ao posicionamento da equipe.
"Perdemos porque não tivemos o posicionamento correto no meio de campo. Nino Paraíba, que todos conhecem pela sua força e vigor, cansou e teve que sair. Vinicius, no final, também sentiu. Mas, apesar do desgaste, não perdemos pela parte física. Tivemos um mau posicionamento", admitiu.

Já sobre o destaque do Vitória na partida, o atacante Edno, Ney Franco preferiu a cautela, e afirmou que irá observar a condição física dos atletas para pensar na escalação que usará diante do Sport, na próxima rodada. "Prefiro esperar pela recuperação dos atletas, no dia seguinte ao jogo. Vou ter o Dinei à disposição, mas, para esse jogo, vou analisar muito bem a parte física. Quero ter um time muito forte, principalmente para equilibrar nossa marcação", se esquivou.


Fonte: Tribuna da Bahia
Foto: Arisson Marinho/Correio