
Poderia ter sido melhor a estreia do Bahia na Sul-Americana, nesta quarta-feira, 21. O empate fora de casa pode até parecer bom, mas, num contexto de um grupo com quatro times em que apenas um se classifica ao mata-mata, os pontos deixados no Uruguai podem fazer falta ao Tricolor lá na frente.
Depois de um primeiro tempo competente, no qual criou as melhores chances e abriu vantagem, o Esquadrão piorou na etapa final, levou o empate e poderia ter saído com resultado pior que o 1 a 1.
Agora, o time volta as suas atenções à Copa do Nordeste. No sábado, 24, faz semifinal em jogo único com o Fortaleza.
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Partida válida pela 1ª rodada do grupo B do torneio continental, realizada na noite desta quarta-feira, 21, no Uruguai
Só nos contra-ataques
A primeira etapa na capital uruguaia teve um panorama bem definido do início ao fim, com a equipe da casa tentando se impor no toque de bola e o Bahia apostando nas investidas mais diretas ao ataque.
Apesar de instantes iniciais de algum nervosismo, o Tricolor logo provou que sua estratégia era mais eficiente. Aos oito minutos, na chegada inaugural de maior perigo, Nino Paraíba cruzou, Gilberto preparou e Rodriguinho chutou no ângulo. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar.
Com a vantagem no marcador, o Esquadrão se sentiu ainda mais confortável para exercer sua proposta reativa de jogo. Enquanto o Montevideo dominava amplamente a bola (teve posse superior a 60% durante todo o tempo), mas não conseguiu nenhuma finalização a gol, o Bahia manteve-se fiel à estratégia e teve outras três boas chances de balançar a rede.
Aos 19 minutos, em contra-ataque, Rodriguinho deixou Gilberto numa boa, mas o matador bateu mal, em cima do arqueiro uruguaio. Três minutos depois, também em velocidade, a bola percorreu a área do Montevideo de forma ameaçadora, mas nem Gilberto nem Thaciano foram capazes de concluir a gol. Aos 37, já em lance com o adversário postado na defesa, Patrick achou Thaciano na área com um ótimo lançamento, mas o meia perdeu o ângulo e também a direção da meta.
A única coisa que incomodava o Bahia era a parte disciplinar. Mais especificamente no caso do volante Patrick, já com amarelo e marcado por um lance em que poderia ter recebido o segundo. O técnico Dado Cavalcanti tratou de resolver o problema ao trocá-lo por Lucas Araújo no intervalo.
Mas essa mexida, que tirou um dos pilares do time tanto na marcação quanto na construção, fez outras questões aparecerem: a principal delas foi o empate sofrido logo aos seis minutos, quando Del Prete aproveitou falha de Nino na pequena área e chutou para defesa à queima-roupa de Douglas. Pizzichillo aproveitou o rebote para igualar tudo.
O gol desmontou o Bahia, que não conseguia mais assustar nos contra-ataques e sofria pressão maior dos uruguaios. Quando conseguiu aproveitar espaço após avanço do Montevideo, aos 14 minutos, o Tricolor arrancou com Ruiz, que sofreu falta nas proximidades da área. Rodriguinho cobrou por cima.
Do outro lado, a equipe do Uruguai sufocava, mas também não chegava a provocar calafrios no goleiro Douglas. A única vez foi aos 35 minutos, quando o zagueiro Rak fez fila e tentou chute colocado da entrada da área. Foi por pouco.
A última oportunidade de triunfo foi do Bahia, já nos acréscimos. Alesson roubou a bola no ataque, mas demorou de bater e acabou desarmado.
Fonte: A Tarde
FOTO: RAFAEL MACHADDO | EC BAHIA